quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Amor incondicional

Tem quem cachorro vai achar muito bacana esse videozinho caseiro achado no Youtube. Quem não tem animal de estimação também vai gostar. Um soldado americano, servindo no Afeganistão, volta para casa e é recebido por seus dois bichinhos. Veja a alegria deles.



O amor dos cachorros por seus donos é incondicional. Aqui na rua tem um vira-lata preto que um dia apareceu magro, sujo, com a boca cheia de feridas, um pobre coitado que nem conseguia comer. Três ou quatro vizinhos o adotaram, cuidaram, alimentaram e hoje ele está aí, forte e feliz, conhece todo mundo da rua e faz festinha para as pessoas que gosta, inclusive eu. Quando chego em casa à tarde ele me reconhece de longe e caminha metade de um quarteirão só pra me receber, todo dia. Às vezes vem esbaforido, outras vezes parece uma tartaruga e tenho de esperar ele se aproximar. Faço um carinho e ele retorna feliz da vida para suas três ou quatro casas.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

É a sua vez

Começo a semana com uma daquelas músicas que fazem bem pra alma. Pra se ouvir numa segunda-feira em alto em bom som antes de sair para o trabalho. É o Delegation, “It’s Your Turn”, de 1983.
Não achei no 4shared, mas o vídeo do Youtube tá aqui embaixo.
Para quem achava (como eu) que o Delegation era um grupo black americano, se enganaram, são ingleses.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Alessandro Momo



Dia 20 de novembro faz 35 anos que Alessandro Momo, um rapazinho italiano ator de cinema morreu em um acidente de motocicleta. Quase ninguém se lembra. Ele morreu na semana em que ficou pronto seu filme mais famoso, “Perfume de Mulher” (não é aquele do Al Pacino dançando tango, é o original, “Profumo di Donna”, de 1974, que depois ganhou a famosa versão de 1992).


Com o dinheiro do filme, Momo, que tinha 21 anos, se encantou e comprou uma Honda CB 750 Four, uma das maiores motos da época. Sem habilitação para dirigir uma máquina como aquela, ele se envolveu em um acidente fatal, em Roma.


Momo começou sua carreira muito jovem como ator de fotonovelas, depois participou de dois filmes de relativo sucesso por causa de Laura Antonelli, uma atriz curvilínea que fazia a cabeça da homarada italiana da época.


Em “Profumo di Donna” Momo deu mostras de que seria um grande ator. Seu talento está imortalizado neste grande filme de Dino Risi, atuando ao lado de Vittorio Gassman e Agostina Belli.




Duas coisas que não tem nada a ver: Alessandro Momo faria aniversário um dia antes do meu; tenho uma fotografia minha, moleque, muito parecido com essa ai de cima, uma semelhança que chega a assustar. Se eu imprimir e mostrar para alguma tia minha, ela vai jurar que sou eu... Só não escaneio e coloco a minha aqui porque sou um cara tímido.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A vida por trás do Muro



O aniversário da queda do Muro de Berlim foi destaque na imprensa neste fim de semana. Um inspirado redator escreveu que a Alemanha ‘martela’ o passado para não repetir os mesmo erros no futuro... Dois filmes excelentes são ambientados na Alemanha Oriental e mostram um pouco de como era a difícil e interessante vida regida por um governo socialista. “Adeus, Lênin!”, de 2003, e “Alameda do Sol”.

“Adeus, Lênin!” começa a ser narrado em 1989: um jovem protesta contra o regime governamental. Sua mãe, socialista convicta, o vê sendo preso por policiais, sofre um ataque cardíaco e entra em coma. Alguns meses depois, cai o muro de Berlim, a Alemanha está unida e a mãe desperta no hospital. Já que não pode ter emoções fortes, o filho tenta de todas as maneiras esconder dela o acontecido, evitando o contato com o mundo capitalista. Tem um texto bem bacana sobre “Adeus, Lênin!” no Omelete, aqui.

“Alameda do Sol” é o título brasileiro de “Sonnenallee”, de 1999. Conta a história de Micha, um rapaz de 17 anos, que vive na República Democrática Alemã. A Alameda do Sol é a rua onde ele mora. A maior parte da rua fica no lado de Berlim Ocidental, mas ela acaba no lado oriental. O apartamento está lotado, o vizinho trabalha para a polícia secreta e a União Soviética é o grande irmão. O resto do mundo é inimigo do povo, e o Muro de Berlim existiria para protegê-los dos fascistas. O filme é ambientado nos anos 70 — calças de cintura baixa, Rolling Stones, encrencas na escola e escapadas da polícia são bastante comuns. Quando a paixão de Micha é despertada pela estonteante Miriam, o seu espírito se eleva às alturas da liberdade. E o resto do mundo desaparece. Li uma vez uma crítica legal sobre o filme na “Contracampo”, mas o Google avisa que o site está com vírus. Melhor não arriscar.

O passado voltando à tona

Sinto calafrios quando tenho de ir a algum velório/enterro. O climão de tristeza acaba comigo. Um tio (casado com a irmã de minha mãe) partiu desta para uma melhor hoje, soube agora há pouco... Embora possa não parecer, até por causa do título deste blog, não gosto de mortes, cemitérios, essas coisas... Mas amanhã estarei lá, cumprindo formalidade, abraçando parentes...

(...)

E estive lá, de manhã, abraçando parentes e levando para a sepultura meu tio que, embora distante para mim nos últimos tempos, formou uma grande família cheia de primos e agregados, da qual fiz (ainda faço) parte. Ele foi sepultado no mesmo lugar onde, há exatos 30 anos, era enterrada uma querida prima, morta novinha, aos 22. Eu era muito apegado a essa prima, que vivia comigo nos braços, me enchendo de mimos. O impacto de sua morte em mim foi tão grande, tão devastador, que embora muito novo lembro de cada detalhe de seu velório e enterro. Foi a primeira vez que a morte se manifestou bem de perto para mim. Ainda é complicado e desconfortável lembrar disso depois de tanto tempo, porque foi algo que arrasou com tudo e todos. Minha prima se casaria em alguns meses e sua morte pôs fim a uma vida cheia de planos. Seu noivo (que já era considerado meu primo) quase não agüentou e demorou muito — décadas — para retomar sua vida.

E hoje, durante o sepultamento de meu tio, ao meu lado notei a presença de meu quase-primo, quase irreconhecível, 30 anos depois. Acenou-me, possivelmente não se lembrando de mim e de muitas pessoas que ali estavam. Durante todo o tempo, pude perceber, seus olhos estavam fixos na placa de mármore com a fotografia de sua ex-futura noiva, ali retratada-eternizada numa imagem tão linda, tão doce. Fiquei imaginando o rebuliço que se formava em sua alma, naquele momento o passado voltando à tona de uma forma tão forte. Absorto, olhos fixos na fotografia e quase petrificado, ele ficou parado ali o tempo suficiente para começar a se sentir desconfortável. Levantou os olhos, olhou ao redor e acenou-me a cabeça novamente. Por pouco não me aproximei e quis dizer que também estivera ali naquele longínquo ano de 1979 e que ainda sentia aquela perda. Não tive coragem, seus olhos estavam marejados. Foi afastando-se aos poucos. Eu continuei ali, esperando os tijolos se assentarem. As faltas, os excessos, os erros de meu tio também foram sepultados naquele momento. Ao redor do túmulo estavam suas filhas, seus genros, netos, agregados, uma bela e unida família. É o que resta, é o que importa.

domingo, 8 de novembro de 2009




sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Defeitos

Meus defeitos são muitos. Sou relaxado quando não quero fazer alguma coisa, seja lavar a louça que acumulou na pia, seja concluir aquele projeto que dorme na gaveta faz tempo. Quando não quero fazer alguma coisa, empurro com a barriga. Fico de cara virada às vezes por motivos fúteis, mas por pouco tempo. Pratico quase nada de exercícios, como porcarias, adoro comer porcarias. Sou espaçoso, gosto de ficar esticado fazendo nada pensando na morte da bezerra. Ando de cuecas pela casa, tomo banho de porta aberta, saio pisando molhado pelo carpete. Jogo toalhas. Jogo roupas. Nem sempre arrumo a cama. Invento desculpas pra não sair com os amigos. Demoro pra levantar, demoro pra colocar o lixo na rua, esqueço de por água no único vaso da casa. Perco tempo, converso no msn enquanto trabalho, baixo musicas enquanto trabalho, demoro para responder scraps no Orkut, não dou tanta atenção quanto deveria a alguns amigos virtuais ou normais.